Ministério repete dados do Conass e confirma 707.412 casos e 37.134 mortes por Covid-19

Ricardo Brito, Pedro Fonseca e Gabriel Araujo (Alpha Reuters)

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Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo – Brasil (Alpha Reuters) – O Ministério da Saúde repetiu nesta segunda-feira os números divulgados pouco antes pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) como os dados oficiais da pasta sobre a pandemia de Covid-19 no Brasil, confirmando que o país registra 707.412 casos do novo coronavírus e 37.134 mortes.

O Conass criou no fim de semana uma plataforma própria para divulgar os casos de coronavírus, depois que o Ministério da Saúde mudou a maneira de apresentar os dados da pandemia na sexta-feira —mas a pasta acabou utilizando os mesmos números das secretarias estaduais ao informar seu novo balanço nesta segunda.

De acordo com o Conass e o ministério, a contagem indica que 15.654 casos e 679 óbitos foram notificados no país ao longo das últimas 24 horas.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos de coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos. Em relação ao número de mortes, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global, abaixo dos EUA e do Reino Unido.

O Ministério da Saúde deixou de divulgar, a partir de sexta-feira, os números totais de casos e mortes provocadas pela Covid-19 no país e retirou do ar informações detalhadas sobre o avanço da pandemia, passando a informar apenas os dados das últimas 24 horas.

Embora tenha mencionado o total de infecções e óbitos em decorrência da doença no país durante uma entrevista coletiva de autoridades técnicas nesta segunda, o ministério manteve sua plataforma online atualizada apenas com as novas notificações, sem mencionar a contagem completa do país ou dos Estados.

No domingo, a pasta chegou a divulgar números divergentes de casos e de mortes relacionados à Covid-19, que posteriormente foram corrigidos. Ainda no domingo, o ministério informou que faria nova mudança na maneira de divulgar os dados da epidemia, passando a registrar os casos e óbitos na data da ocorrência, e não mais no dia de registro.

A medida contraria o que é feito em todos os principais países do mundo.

O chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira que espera que o Brasil seja “consistente e transparente” ao informar a situação da pandemia.

Apesar de os dados divulgados pela plataforma do Ministério da Saúde não detalharem casos por Estados, as informações do Conass indicam que São Paulo segue como o mais afetado pela doença no país, com 144.593 casos e 9.188 óbitos.

Na sequência da contagem vem o Rio de Janeiro, que possui 69.499 infecções notificadas e 6.781 óbitos. Isso faz com que o Estado tenha a maior taxa de letalidade do país, de 9,8%, de acordo com o conselho.

Nesta segunda-feira, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a retomada das atividades produtivas no Estado e na capital fluminense, prevista em decretos do governador Wilson Witzel e do prefeito Marcelo Crivella, respectivamente.

O Ceará aparece a seguir, com 65.605 casos e 4.120 óbitos, acrescentou o Conass.

Veja um gráfico de casos pelo mundo: aqui

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