Vice-Presidente Mourão quer a China ao lado do novo ciclo econômico do Brasil

(Alpha Test Xinhuanet)

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São Paulo, Brasil (Alpha Test Xinhuanet) – O vice-presidente do Brasil, general aposentado Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira que o país sul-americano está em um novo ciclo de reformas econômicas e que espera que a China continue a ser o principal parceiro nesse caminho.

“Estamos realizando as reformas necessárias para que o Brasil ingresse em um novo ciclo econômico e contamos com a China como parceiro neste caminho”, disse Mourão, em São Paulo, durante a Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China, na qual participou, entre outros, o embaixador chinês em Brasília, Yang Wanming.

Assumindo a presidência por cinco dias em razão de uma operação a que foi submetido o chefe do Estado, Jair Bolsonaro, Mourão destacou que “oportunidade e estratégia vão juntos entre o Brasil e a China”.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, que este ano recebe em novembro, a reunião de cúpula de presidentes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do sul).

Mourão lembrou que, em maio passado, durante sua turnê pela China, conversou com líderes governamentais e empresariais sobre a agenda de reformas, que leva adiante o Brasil, como privatizações, concessões e busca de investimentos com inovação tecnológica.

Nesse quadro antecipou que, neste segundo semestre, o Governo de Bolsonaro realizará o seu primeiro leilão para a concessão por 30 anos, a administração das estradas BR 364 e BR 365, que ligam os estados de Goiás e Minas Gerais, em um trecho chave para o transporte agrícola para os principais portos do país.

“Trabalhamos com pragmatismo e visão de longo prazo para que as próximas décadas sejam fecundas. O dinamismo das relações não emitem sinais de declínio ou esgotamento, ao contrário, aponta para um melhor e maior investimento em comércio, ciência e tecnologia, defesa, educação e outros setores”, disse Mourão.

“Agenda Liberal”

Ressaltou que o Brasil leva adiante uma “agenda liberal” que tem como prioridade o ajuste das contas públicas para permitir “restabelecer a confiança e dar maior relevância ao investimento para retomar o caminho do crescimento”.

“Ao mesmo tempo, avançamos com a China a novos campos para a cooperação”, adiantou, e afirmou que quer ampliar para além das matérias-primas as vendas de produtos para a China.

Por outro lado, Mourão disse que as tensões comerciais globais podem gerar, a curto prazo, um aumento da demanda chinesa de soja “mas a longo prazo podem ser afetadas pela redução global da atividade econômica”.

“A instabilidade política não contribui para o progresso econômico”, disse Mourão, que sublinhou que o mundo acompanha com apreensão a escalada de barreiras tarifárias e o aumento do risco de uma recessão mundial.

Armadilha de Tucídides

Para Mourão, as grandes potências “saberão evitar o que conhecemos como a Armadilha de Tucídides“, em referência aos riscos de choques entre uma potência em ascensão e a outra já estabelecida.

Por sua parte, o embaixador chinês no Brasil advertiu que o protecionismo é uma “séria ameaça” para o comércio internacional e destacou também as oportunidades que se abrem com uma “estratégia conjunta”.

“O crescimento da China trouxe benefícios para o mundo e para a cooperação sino-brasileira”, destacou, após lembrar o avanço da economia chinesa desde o período de reformas de 1978.

Em uma mensagem para os brasileiros, o embaixador Yang disse que a China deve dobrar o consumo de carne bovina até 2026 e que é necessário reduzir ainda mais as tarifas aduaneiras e os custos burocráticos das exportações no relacionamento bilateral

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