Um ano depois, Coutinho ainda luta para justificar transferência recorde ao Barcelona

Rodrigo Viga Gaier (Reuters) (Alpha Test)

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Brasília (Reuters) – Repercutiu mal entre os militares a sinalização do presidente Jair Bolsonaro sobre a possível instalação de uma base militar norte-americana no território brasileiro, e as Forças Armadas são contra essa possibilidade, disse à Reuters uma alta fonte militar neste sábado.

A posição de Bolsonaro desagrada os militares, entre outras questões, por levantar discussões sobre a soberania nacional, de acordo com a fonte, que falou sob condição de anonimato.

“As Forças Armadas não concordam com isso”, afirmou a fonte. “Temos que ver o que realmente o presidente falou sobre isso, mas os militares são contra”.

A sinalização feita por Bolsonaro em entrevista ao SBT na quinta-feira foi mais uma demonstração do presidente da vontade de aumentar a aproximação do Brasil com os Estados Unidos.

Bolsonaro não esconde sua admiração pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e o governo brasileiro espera a confirmação de uma visita de Bolsonaro aos EUA dentro dos próximos meses.

Na entrevista ao SBT, Bolsonaro afirmou que sua aproximação com os EUA é “uma questão econômica, mas pode ser bélica também”, e disse, ao ser indagado sobre a possibilidade de instalação de uma base militar norte-americana em solo brasileiro, que “a questão física pode ser até simbólica”.

O novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, confirmou a abertura de Bolsonaro a uma possível base dos EUA em entrevista a repórteres em Lima, na sexta-feira, após encontro de chanceleres da região sobre a crise atravessada pela Venezuela.

Segundo Araújo, Bolsonaro pode discutir a questão com Trump durante visita a Washington esperada para março, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério da Defesa informou neste sábado à Reuters que Bolsonaro ainda não tratou do tema com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

(Reuters) –  Coutinho, o terceiro jogador mais caro do mundo, atrás de Neymar e de Kylian Mbappé, do Paris St Germain, estreou com brilho no Barça, fazendo 10 gols em seus cinco primeiro meses e criando uma abordagem mais direta no meio-campo e uma ameaça adicional com seus chutes de longa distância impressionantes.

    Mas seu impacto minguou. Ele não jogou nenhuma das últimas três partidas dos líderes do Campeonato Espanhol, ficando atrás do meio-campista chileno Arturo Vidal e do atacante francês Ousmane Dembélé na ordem de escalação.

O técnico Ernesto Valverde não chegou a criticá-lo publicamente e se recusou a dizer se prefere Coutinho ou Dembélé, a segunda aquisição mais cara do clube – 105 milhões de euros.

“Está longe de ser um problema ter ambos. É uma vantagem”, afirmou Valverde no mês passado.

    “O técnico é pró-Barça, ele quer que o time vença”.

    Mas as escalações recentes de Valverde podem dar uma pista sobre sua forma de pensar.

    Não houve vez para Coutinho quando Valverde escolheu uma formação incomum de 3-5-2 na surra recente de 5 x 0 no Levante, e ele tampouco selecionou o brasileiro quando usou a formação 4-3-3 de praxe nas vitórias sobre o Espanyol e o Celta Vigo.

    O treinador chamou Coutinho para uma visita ao Rayo Vallecano em novembro, mas quando viu seu elenco perdendo de 2 x 1 para um dos times mais fracos da liga espanhola tirou o jogador e mais tarde colocou Dembélé, que fez um gol na vitória dramática de 3 x 2.

Nos últimos três jogos da liga Valverde continuou depositando sua fé no francês, apesar de este se encrencar por aparecer atrasado para o treino.